🚔👁💻 A VOLATILIDADE CONTEMPORÂNEA DOS INDICADORES NO PLANEJAMENTO OPERACIONAL: O impacto da fraude na confecção de Boletins de Ocorrência!
Entretanto, tal comodidade tem resultado num FENÔMENO que impacta diretamente a análise dos INDICADORES CRIMINAIS - insumos informacionais essenciais para a execução do PLANEJAMENTO OPERACIONAL e a aplicação do PROGRAMA DE POLICIAMENTO INTELIGENTE (PPI), ou seja, aplicando os ativos, meios e recursos disponíveis em ações, missões e operações nos chamados HOT SPOTS - pontos de concentração de determinados delitos numa determinada localidade.
Trata-se da NOTIFICAÇÃO ENVIESADA, qual seja, que atende aos interesses exclusivos de quem registra os fatos. Como a fonte de dados e informações é EXCLUSIVA na perspectiva da vítima, a PERCEPÇÃO SUBJETIVA de quem sofreu a perpetuação do ATO CRIMINOSO pode sofrer de um incremento intuitivo que poderia POTENCIALIZAR os efeitos percebidos e externalizados no registro. Como exemplo, uma mulher vítima de injúria verbal porde acreditar ter sido alvo de uma violência doméstica, dois tipos penais distintos e previstos na DELEGACIA ELETRÔNICA, com ações totalmente diferentes e que, por falta de conhecimento legal, podem levar a vítima a uma GENERALIZAÇÃO de que, em todas as atividades irregulares realizadas no interior do seio familiar, teriam exclusivamente um rótulo específico.
Neste mesmo condão, o chamado "EFEITO ASSALTO" também deturpa, inexoravelmente, a ANÁLISE CRIMINAL; sobretudo na identificação de locais de concentração de crimes violentos e não violentos. A percepção subjetiva da AMEAÇA, com a intencionalidade de subtrair um bem, enviesa o conceito de ROUBO (violento) e de FURTO (não violento). A vítima, na comoção de sentir-se VULNERÁVEL pela surpresa causada pelo criminoso; eventualmente interpreta o ATO DE SUBTRAÇÃO como perpetrado com a utilização de meios que, em muitas oportunidades, não se materializam. Registros como "acho que vi uma arma", "parecia que tinha uma faca" ou "fez menção / teve atitude de me bater" não materializam, per se, a violência objetiva.
Tais reflexões são essenciais para entendermos o efeito da subjetividade na percepção de segurança. Para além da propagação infundada e contracientifíca de uma SOCIEDADE CADA VEZ MAIS VIOLENTA; tais abstrações enviesadas prejudicam sensivelmente a ANÁLISE CRIMINAL, insumo inquestionavelmente imprescindível para o PLANEJAMENTO OPERACIONAL EFETIVO. Sem registros consolidados, é impossível aplicar as CIÊNCIAS POLICIAIS em prol de uma segurança pública que, sincronicamente, COMBATE O CRIME E PRESERVE A ORDEM PÚBLICA. FOCO NA MISSÃO!
📓AUTOR:
Eduardo MOSNA XAVIER (Major da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Doutor em Ciências Policiais pelo CAES e Doutor em Educação pela USP)
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